Camprev cria banco e promete juro baixo

Camprev cria banco e promete juro baixo

Investimentos. Depois do setor imobiliário, Instituto de Previdência dos Servidores quer
agora investir no mercado financeiro. Banco Digital deverá começar a operar em 4 meses

O Camprev - o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Campinas – decidiu ingressar no mercado financeiro. O presidente da entidade, José Ferreira Campos Filho, revelou que pretende criar um banco digital que, segundo ele, vai oferecer crédito mais barato, com taxas de juros mais baixas que as cobradas pelo mercado.

“Na verdade será um banco digital”, explica Campos. “Ele surge para atender primordialmente os aposentados, pensionistas e servidores da ativa, mas será aberto a todo o público interessado”, acrescenta ele.

A prefeitura conta hoje com cerca de 17 mil funcionários da ativa e outros 9,4 mil inativos.

Existem outras alternativas que estão sendo estudadas dentro de um planejamento. A iniciativa demonstra o esforço da Administração em manter o CAMPREV saudável e propor uma agenda de crescimento que vai beneficiar os aposentados e pensionistas!

Campos diz que a ideia da criação de um banco digital surge como uma tentativa de contornar um dos maiores problemas dos servidores, que é o crédito consignado.

Segundo ele, pelo menos 80% dos inativos estão hoje pendurados por este tipo de empréstimo. Muitos deles, diz, têm praticamente o salário inteiro já comprometido. Diz que a prefeitura registra média de R$ 9 milhões por mês de desconto desse tipo de empréstimo.

“Eu cheguei a chamar os bancos para ver se conseguiriam reduzir as taxas de juros, mas eles sequer discutiram a questão. Diante disso, decidimos criar essa alternativa”, acrescentou.

Segundo ele, o banco vai contar com o apoio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e Fundos Soberanos.

A ideia é reduzir as margens de cobrança das taxas de serviços e com isso, criar condições para oferecer crédito mais barato. “Nossa expectativa é que a taxa média do mercado que está hoje em 2,2% ao mês, possa cair para algo em torno de 1,4%”, diz. “Teremos um juro pelo menos 40% menor”, garante. Segundo ele, o banco deverá estar operando em cerca de quatro meses.

No ano passado, o Camprev anunciou que está se estruturando para a criação de um fundo imobiliá- rio para investir em obras da construção civil.

Dificuldades
Campos garante que o Camprev não atravessa dificuldades financeiras, apesar de no ano passado, a prefeitura ter parcelado pagamento dos inativos.

Segundo ele, o Fundo Previdenciário, formado por contribuições de quem entrou para o serviço pú- blico depois de 2004, tem superavit de cerca de R$ 500 milhões.

O problema, diz ele, é o Fundo Financeiro, ainda ligado à prefeitura. Esse fundo tem deficit de perto de R$ 250 milhões.

“Nosso desafio é reduzir o déficit e garantir o pagamento dos benefícios previdenciários, daí a necessidade de buscar alternativas que permitam a capitalização dos investimentos”, diz Campos.

Fonte: Jornal Metro